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21 de Outubro de 2018

Abag 2018 tratou de exportação

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No dia 06 de agosto, em São Pualo, ocorreu mais uma edição da ABG- Congresso Brasileiro de Agronegócio, que contou com a presença do Membro do Conselho Diretor, Ademir Pinesso e o Presidente do Sistema OCBMS, Celso Régis.

 

A balança comercial brasileira tem mostrado há anos excelentes resultados em função do agronegócio e das suas longas cadeias produtivas. Enfrentando o Custo Brasil e as enormes dificuldades de não ter acordos comerciais consistentes, o agronegócio se desenvolve com base em produtividade e faz disso a sua força reconhecida externamente.

Sobre esse tema a ABAG e a B3 promovem uma ampla discussão sobre o peso geopolítico que o Brasil tem no campo da segurança alimentar e energética, a nossa fragilidade logística e as consequências disso tudo para a economia brasileira. Também é importante observar a necessidade de mudanças na realidade brasileira neste ano de eleições presidenciais.

Na continuidade dos debates, o tema deste ano está em sintonia com o pensamento de um país mais aberto ao comércio internacional, seja na exportação como na importação.

Nações com esse perfil crescem mais rápido e com melhor qualidade de vida. A circulação de bens, serviços e capital permite aproveitar as oportunidades oferecidas pelos mercados e as cadeias de produção globais. Devemos impulsionar o potencial exportador do agronegócio para seguir nesse caminho!

O BRASIL E AS RELAÇÕES COMERCIAIS NO MERCADO INTERNACIONAL

O desenho geoestratégico deste século ganha outros contornos.

Com posição de liderança entre os principais países produtores e exportadores nas cadeias produtivas de diversos produtos do agronegócio, o Brasil deve acompanhar com atenção esse cenário. A criação das cadeias globais de produção levou os países desenvolvidos a perderem participação no PIB mundial. Passamos a viver uma recaída protecionista que trará impactos ao mercado internacional, entre outros, ao Brasil..

FONTES DE FINANCIAMENTO DO AGRONEGÓCIO

O agronegócio brasileiro deverá fazer parte do circuito dos investimentos estrangeiros e nacionais, principalmente nas áreas de infraestrutura e logística. Isso cabe tanto para os suprimentos como para o escoamento da produção agropecuária.

A compreensão dos riscos geopolíticos do Brasil e da América do Sul passa por soluções e estratégias na área financeira para atrair capitais com longo prazo de maturação. O painel trará um debate sobre as alternativas de financiamento dentro do ecossistema do agronegócio. A proposta é oferecer para os participantes a visão de diferentes players do mercado, abordando os prós e contras das diferentes opções de financiamento: recursos bancários, mercado de capitais, entre outros.

COMÉRCIO EXTERIOR: LIMITES E OPORTUNIDADES

Uma rede sofisticada desenvolve-se em torno da produção nacional de alimentos, fibras e energia renovável, em termos de tecnologia, indústria e serviços. O novo agro envolve avanços digitais e robóticos, o futuro será diferente do presente. As nações geralmente resistem a abrir mão da sua segurança alimentar com mais produtos importados. As negociações envolverão, cada vez mais, contrapartidas de ambas as partes. O espaço para somente exportar e nada importar fica menor.

2019: NOVO GOVERNO E PRIORIDADES

Manter o equilíbrio macroeconômico com a continuidade das reformas da previdência, tributária e política faz parte da agenda de prioridades do novo governo. É preciso investir em tecnologia e mão de obra para ganhar competitividade. Em descompasso com o internacional, o ambiente de negócios nacional precisa reformular marcos regulatórios. O agro precisa estar atualizado e moderno para continuar em crescimento e ajudar o país a se desenvolver. O seu papel é vital para a segurança alimentar.

Data: 07/08/2018 | Por: OCB/MS