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18 de Junho de 2019

Saiba o que é a doença de Parkinson e seu tratamento

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Dr. Newton Moreira de Lima Neto, cooperado da Unimed Campo Grande, esclarece sobre diagnóstico e formas de tratamento da doença

 

A Doença de Parkinson atinge cerca de 1% da população mundial com idade superior a 65 anos e, no Brasil, estima-se que aproximadamente 200 mil pessoas sofram com o problema, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

Devido à gravidade dessa doença, o dia 11 de abril existe para esclarecer o que é Parkinson e também mostrar que existe possibilidade de melhora nos pacientes diagnosticados precocemente e tratados da forma ideal. Para que todos entendam a importância dessas comemorações, o neurocirurgião, Dr. Newton Moreira de Lima Neto, cooperado da Unimed Campo Grande, explica sobre essa doença neurodegenerativa, que acontece através da morte de neurônios da substância nigra.

 

Atingindo superiormente o sexo masculino, a doença de Parkinson surge, em sua maioria, por volta dos 60 anos de idade, porém em alguns casos ela pode surgir aos 40, quando é chamada de Parkinson precoce. Conforme o doutor relata, todo corpo, onde tem neurônio, pode sofrer alteração do déficit de Dopamina no organismo. Devido a essa variação, mudança no olfato, mímica facial, hábito intestinal, podem estar associados à doença de Parkinson.

 

“Quando o paciente começa o tratamento com a medicação chamada levodopa, acontece à melhora dos sintomas, que são principalmente tremor, rigidez e bradicinesia, caracterizada pela lentidão dos movimentos, sintomas chamados cardinais”. O especialista ainda esclarece que é importante diferenciar a existência das síndromes parkinsonianas, que podem ser confundidas com o diagnóstico de Parkinson.

 

“Por isso, é importante procurar um neurologista, especialista em distúrbio de movimento ou um neurocirurgião especialista em neurocirurgia funcional ou distúrbio de movimento, para que se tenha um diagnóstico correto da síndrome parkinsoniana ou doença de Parkinson e a partir daí conseguir uma terapêutica adequada.”

 

Embora os sintomas sejam controlados com o medicamento, a doença é progressiva e irreversível, e pode ser que ao longo dos anos o medicamento de tratamento comece a não fazer o efeito desejado, fazer um efeito diminuído ou às vezes é necessário aumentar cada vez mais a dosagem de aplicação para que se possa obter a melhor resposta no tratamento e a diminuição dos sintomas do paciente.

 

Dr. Newton comenta que, nos casos em que a terapia medicamentosa começa a não surtir efeito, entra a terapia cirúrgica ou neurocirúrgica, que vem tanto das lesões cerebrais profundas ou da estimulação cerebral profunda através do marca-passo. “Dessa forma, junto das medicações, é possível ter a resposta aos sintomas, principalmente os motores”, finaliza.

Data: 11/04/2019 | Por: Unimed CG